Na cidade que não estou
A mulher que não me vê
Não recebe o beijo que não dou
E assim minha alma ferve
E assim minha alma pede
Que seu beijo me espere
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Desejo Decadente.
O desejo de seguir em frente
Não é expresso como eu quero
O desejo de expressá-lo
É talvez maior que ele
Mas morremos a cada dia
E a todo momento morremos
E renascemos a cada instante
E renascidos morremos
E somos pó e carne ao mesmo tempo
Rapidamente somos livres
Rapidamente vazios
Rapidamente sofrimento
Rapidamente somos o que somos
Com o sabor do veneno
Ainda fresco na boca
Quer fugir pra bem longe
Mas sabe que não pode
Verso podre e distante
Afiado para o corte
Se estou vivo nas entrelinhas
Nas palavras sou só morte
Sem qualquer luz nos olhos
Tal como homem doente
Sobretudo sobrevivo
Ao desejo decadente
Não é expresso como eu quero
O desejo de expressá-lo
É talvez maior que ele
Mas morremos a cada dia
E a todo momento morremos
E renascemos a cada instante
E renascidos morremos
E somos pó e carne ao mesmo tempo
Rapidamente somos livres
Rapidamente vazios
Rapidamente sofrimento
Rapidamente somos o que somos
Com o sabor do veneno
Ainda fresco na boca
Quer fugir pra bem longe
Mas sabe que não pode
Verso podre e distante
Afiado para o corte
Se estou vivo nas entrelinhas
Nas palavras sou só morte
Sem qualquer luz nos olhos
Tal como homem doente
Sobretudo sobrevivo
Ao desejo decadente
Sr. Mantegna e o poema da vida
Sr. Mantegna está com fome!
Sr. Mantegna vai morrer de fome!
Sr. Mantegna quer as torrentes mórbidas do rio,
Que nem chega a ser rio,
Que é córrego,
Que passa perto de sua casa,
Que nem chega a ser casa,
Que é quarto.
Sr. Mantegna quer um amor de verão
E mais,
Quer que o ano
Seja todo verão
E que a vida
Seja toda ano,
E mesmo sabendo que lhe é proibido
Continua amando
Sr. Mantegna não sabe
Se a noite de domingo foi um sonho
Sr. Mantegna quer dormir
Sr. Mantegna quer sono
E nem chega a ser sono
O que é abandono
E nem é estar abandonado
O que é ser punido
Mesmo sabendo que lhe é proibido
Permitir-se ser amado
Sr. Mantegna vai morrer de fome!
Sr. Mantegna quer as torrentes mórbidas do rio,
Que nem chega a ser rio,
Que é córrego,
Que passa perto de sua casa,
Que nem chega a ser casa,
Que é quarto.
Sr. Mantegna quer um amor de verão
E mais,
Quer que o ano
Seja todo verão
E que a vida
Seja toda ano,
E mesmo sabendo que lhe é proibido
Continua amando
Sr. Mantegna não sabe
Se a noite de domingo foi um sonho
Sr. Mantegna quer dormir
Sr. Mantegna quer sono
E nem chega a ser sono
O que é abandono
E nem é estar abandonado
O que é ser punido
Mesmo sabendo que lhe é proibido
Permitir-se ser amado
Distâncias.
Distante sigo imóvel
Vagando de sala em sala
Aqui tudo é distancia
Distancia é tudo aquilo que nos separa
E há tanta coisa que nos separa...
Não é só esse espaço
As vezes tão distante
Outras vezes tão próximo
Nem esse tempo
Que se faz em um segundo
Outros em mil anos
Distancia é essa ardência
Essas palavras não ditas
O minuto que antecede o beijo
E o beijo que não vem depois
É essa timidez
É todo esse conflito
A noite sem amigo
A falta que você faz
Distancia são as mensagens
Que se dissolvem quando te vejo
São paredes que se modelam
Dividindo nossos desejos
É tudo o que há de notável
E inotavel,
Fora nós
É tudo que há no mundo
Distancia se resume
Em tudo aquilo que existe
Quando não estamos juntos
Vagando de sala em sala
Aqui tudo é distancia
Distancia é tudo aquilo que nos separa
E há tanta coisa que nos separa...
Não é só esse espaço
As vezes tão distante
Outras vezes tão próximo
Nem esse tempo
Que se faz em um segundo
Outros em mil anos
Distancia é essa ardência
Essas palavras não ditas
O minuto que antecede o beijo
E o beijo que não vem depois
É essa timidez
É todo esse conflito
A noite sem amigo
A falta que você faz
Distancia são as mensagens
Que se dissolvem quando te vejo
São paredes que se modelam
Dividindo nossos desejos
É tudo o que há de notável
E inotavel,
Fora nós
É tudo que há no mundo
Distancia se resume
Em tudo aquilo que existe
Quando não estamos juntos
Assinar:
Postagens (Atom)
