terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Desejo Decadente.

O desejo de seguir em frente
Não é expresso como eu quero
O desejo de expressá-lo
É talvez maior que ele

Mas morremos a cada dia
E a todo momento morremos
E renascemos a cada instante
E renascidos morremos
E somos pó e carne ao mesmo tempo

Rapidamente somos livres
Rapidamente vazios
Rapidamente sofrimento
Rapidamente somos o que somos

Com o sabor do veneno
Ainda fresco na boca
Quer fugir pra bem longe
Mas sabe que não pode

Verso podre e distante
Afiado para o corte
Se estou vivo nas entrelinhas
Nas palavras sou só morte

Sem qualquer luz nos olhos
Tal como homem doente
Sobretudo sobrevivo
Ao desejo decadente

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